como um rio tranquilo
a tarde. porque os olhos
ficaram presos, acorrentados
na impossibilidade do sonho
como um rio tranquilo
a tarde lá fora. mas na sala
onde me encontro, dentro
como bala perdida
o coração procura o seu.
porém não posso, não devo!
porque há uma solidão de lábios
em minha boca, a tarde tranquila
como um rio tranquilo lá fora.
dentro, quebrar a janela
que me prende e nada muda.
no coração o amor e nada muda.
apenas em mim o que sinto
como essa lágrima que cai
na tarde tranquila como um rio.
mas dentro de mim o vazio.
fora de mim não há respostas...
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