segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Quadrilha

Um poema tranquilo, sereno
Livre das decepções cotidianas.
Um poema onde a alegria fizesse morada
E com ela o colorido das horas matinais.

Que o sol trouxesse o perfume das manhãs
E as janelas abertas conversassem amenidades
Desinteressadas das matérias dos jornais.

Um poema que distanciasse homens e mulheres
Da arrogância das palavras...
E que as palavras lavrassem a paz!

Uma manhã... Uma sabiá cantando...
Uma semente lançada no campo.

Um poema que chamasse a atenção de todos.
Um poema onde o amor fizesse morada.
Um poema de amor!

Que Tereza encontrasse João e a felicidade.
Que Joaquim abraçasse a vida
E desfizesse as armadilhas do coração.

Um poema, meu Deus, um poema
Onde todos os nomes fossem pronunciados
E que fizesse de todas as Marias mães, filhas e tias.
Um poema que fizesse Wandréa sorrir!

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