sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Descoberta

Depois de tanto tempo encontrei você.
O sorriso denunciou que era você.
Depois de tanto tempo nada mudou.
Mas não sou o mesmo... E a memória pesa.

Como dizer que sentia sua falta
em cada lembrança trazida pelo vento?
Como mostrar que continuo sangrando
e que sou o mesmo não sendo o mesmo?

Não tive a única filha que sonhamos.
Não deixei seu nome nas árvores.
Não construí casa... O único bem que restou
foi o gosto amargo daquele último beijo.

Depois de tanto tempo encontrei você.
Não... Não encontrei... É outra agora!
Você ficou na distância, guardada
escondida na folha de um livro de matemática
no sonho de crescermos e de vivermos juntos.

(as mãos do tempo destravam a chave
das palavras mágicas: amor e saudade)

Depois de tanto tempo encontrei você
e já não sei o que é amar... Vivo apenas.
O coração vazio caminha descompassado.
Fujo das lembranças e de tudo de você
que ainda insiste, está marcado em mim.
Depois de tanto tempo não chegou o fim!

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