quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Desculpa

O poema vem
porque sinto pena
das declarações
de amor que não faço...
Viver - palavra tão pequena
nesses poemas perdidos
e sem alegria.
Maior a saudade - que cultivo
e que mantém do passado
o amor ainda vivo!

Oferenda

a vida
me oferece
seus caminhos...
e viver assusta!
sigo sempre
desfazendo
os ninhos
mas guardando
esta saudade injusta!

Fim do dia

O dia
envelhece
com a tarde.
Há um silêncio
triste e escuro!
Esvai-se o dia
e ouço (longe) a prece
de um poeta solitário e puro.
A tarde aumenta de tamanho
até ser noite lentamente...

Dentro de mim é que a noite existe.
E sendo muitos, mais a solidão insiste.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Ventania

a tarde descansa
na sombra do dia.
nas mãos
o pêndulo
das horas.

a vida habita
a tarde
e a ela se dá (e tanto)
que não percebe a dor
(calor)
no corpo
da tarde:
agonia...

e nada posso fazer
senão
este poema fragmento
de noite
estrela
mergulhado
no calor da tarde
em sua extrema
agonia
que descansa na sombra
do dia.

este poema vento!