dentro do quarto, a noite sem fim.
meu coração tão só contempla a verdade:
ó noite sem fim, quando terminará essa estrada?
...
abandonados estamos no imenso cais:
nenhum barco vem... nenhum barco vai...
ó noite sem fim, onde começa minha estrada?
...
dentro do quarto, o desejo repartido.
pouco em mim mudou no itinerário que hoje faço.
a vida dá muitas voltas e volta sempre aos primeiros passos.
ó noite sem fim, onde me levará essa estrada?
domingo, 16 de fevereiro de 2014
domingo, 12 de janeiro de 2014
Carta
havia o silêncio, uma ausência.
uma distância esquecida havia.
depois
a palavra ficou sem sentido...
vazia.
depois o sentimento seguiu sozinho.
o sentimento seguiu sozinho depois.
uma distância esquecida havia.
depois
a palavra ficou sem sentido...
vazia.
depois o sentimento seguiu sozinho.
o sentimento seguiu sozinho depois.
Desabafo
não me levem a mal pelo silêncio.
não é de orgulho, nem de vaidade:
é uma ausência consentida!
não é de tristeza
nem de fracasso.
também não é por falta de amor à vida.
não me levem a mal por nada desejar.
não é de pirraça, nem de raiva
ou coisa parecida:
nada desejo, porque nada tenho para dar.
prefiro me calar.
não me levem a mal pelos desencontros.
não é de vergonha, nem mesmo timidez:
é por falta de assunto...
não é de orgulho, nem de vaidade:
é uma ausência consentida!
não é de tristeza
nem de fracasso.
também não é por falta de amor à vida.
não me levem a mal por nada desejar.
não é de pirraça, nem de raiva
ou coisa parecida:
nada desejo, porque nada tenho para dar.
prefiro me calar.
não me levem a mal pelos desencontros.
não é de vergonha, nem mesmo timidez:
é por falta de assunto...
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