sábado, 20 de abril de 2013

Ausência

Com silêncios
fiz um gargalo
nos dias do meu tempo.
De resto
faço uso da solidão
que a ausência me fornece.
Ao desfilar na avenida
meus olhos cantam
umas palavras mudas...
e desfaleço.

A manhã é pequena
para quem se deita nela!
A noite vem e me ajuda:
eu me descrio para pernoitar luares.

Volto ao silêncio
entregando ausências a quem me pediu.

Máscara

Na parede do dia
o espelho: fantasia!
Nele a coisa me olha
solitária... solitário...

Fantasia

tirei a máscara.
sobrou um coração
sem cara, que dispara
um coração do mundo.
arranquei
arranquei a máscara.
perdi toda a graça...
virei vagamundo!