A casa
adormecida revisito:
as cadeiras da varanda
os quartos, as camas
o armário da infância
e o piso de granito.
A música das portas
os copos na cristaleira
os livros, os quadros
a mesa coberta de poeira.
A casa
adormecida revisito.
Entre coisas tão banais
adormeço e sonho
sonho e adormeço... Nada mais.
sábado, 17 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Plural
quando busco
na leveza das sombras
um descanso para os meus dias
quando os silêncios
de onde nunca estive
acordam os sonhos de quem amei
quando tudo reclama sentido
e um bater de desejos
desvenda lamentos cotidianos
então mais que depressa
colho da ausência meu destino
e por um momento arranco de mim
o risco:
porque tudo me leva ao precipício!
na leveza das sombras
um descanso para os meus dias
quando os silêncios
de onde nunca estive
acordam os sonhos de quem amei
quando tudo reclama sentido
e um bater de desejos
desvenda lamentos cotidianos
então mais que depressa
colho da ausência meu destino
e por um momento arranco de mim
o risco:
porque tudo me leva ao precipício!
Silêncio
meu coração
está em silêncio:
não bate
sente apenas.
um sentimento
que vem de longe
como a chuva
que começa a cair
na solidão da rua.
faz tempo...
tenho a alma nua.
vê: o corpo
não acostumou
com a falta sua!
está em silêncio:
não bate
sente apenas.
um sentimento
que vem de longe
como a chuva
que começa a cair
na solidão da rua.
faz tempo...
tenho a alma nua.
vê: o corpo
não acostumou
com a falta sua!
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
domingo, 4 de dezembro de 2011
Saber que não somos
Meu caminho
não traz novidades...
A cidade me olha indiferente
nessa manhã
onde os pássaros se encontram.
Não, meu caminho não é cada manhã:
existe a possibilidade do que não sonhamos!
Única certeza: saber que não somos.
não traz novidades...
A cidade me olha indiferente
nessa manhã
onde os pássaros se encontram.
Não, meu caminho não é cada manhã:
existe a possibilidade do que não sonhamos!
Única certeza: saber que não somos.
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