à tarde
um canto de morte
e de salvação.
a esperança arrastada
por um corcunda
sem nome e sem pátria.
na cruz da estrada... o sol!
o olhar da tarde
vigia a terra
que se estende aberta.
um canto
de morte e de salvação
esconde sombras resignadas
no pó da estrada.
a palavra
sem rumo
aprende a linguagem
das serpentes.
no sal da cruz: lágrima.
no pó da estrada: o nada!
morto
às margens do caminho
o sonho.
um canto de morte e de salvação
anuncia que a tarde
se abre em recordações.
a vida na sarjeta...
no silêncio da paisagem:
o pó da estrada e uma prece dolorida.
pergunta
pergunta ao pó sobre a vida!
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