quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Escondido

escrever um verso: improvável.
lá fora chove... no branco não
chove palavra, se(o)mente água.

que sucede à água? (amor)nada
que fazer da palavra? on(a)gua.
sensação cristalina: minha rima.

tudo desa(parece) um belo dia!
o verso improvável, quem diria
acontece(u) no oposto do querer.

perdida no bosque, ao entardecer
esboçada nua no ventre da pedra
brilha impre(visível) a palavra.

no branco da folha o desafio:
escre(ver) o ver(so) sob o vazio
da inspiração... do não sentido!

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