Teve um dia um alguém.
Um alguém desimportante.
Mas que guardava nos olhos
a cor e o perfume das manhãs.
Suas mãos eram grandes... muito.
O mundo ficava pequeno... quando.
Teve um dia um alguém. Um desalguém!
Mas que trazia nos olhos o brilho do sol.
O mundo e a vida ficavam pequenos... quando.
Seus pés não eram.
Mas deixavam planos de caminhos.
Teve um dia um alguém: pra desconserto de mim.
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