sábado, 20 de abril de 2013

Ausência

Com silêncios
fiz um gargalo
nos dias do meu tempo.
De resto
faço uso da solidão
que a ausência me fornece.
Ao desfilar na avenida
meus olhos cantam
umas palavras mudas...
e desfaleço.

A manhã é pequena
para quem se deita nela!
A noite vem e me ajuda:
eu me descrio para pernoitar luares.

Volto ao silêncio
entregando ausências a quem me pediu.

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