a cidade acordou
(promessa de chuva).
a manhã desata os nós
que a noite deixou.
a palavra e as casas
guardam cicatrizes
como pessoas
guardam lembranças.
a cidade acordou
adoecida de silêncio:
promessa de chuva.
a palavra e as casas
com olhos naufragados:
janelas abertas
papéis rabiscados!
a cidade acordou
parecendo eterna
única no poema
(promessa de procura
e de tédio).
chove...
as casas e a palavra
lambem suas feridas:
reflexo da manhã morta.
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