quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Ventania

a tarde descansa
na sombra do dia.
nas mãos
o pêndulo
das horas.

a vida habita
a tarde
e a ela se dá (e tanto)
que não percebe a dor
(calor)
no corpo
da tarde:
agonia...

e nada posso fazer
senão
este poema fragmento
de noite
estrela
mergulhado
no calor da tarde
em sua extrema
agonia
que descansa na sombra
do dia.

este poema vento!

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